linhahorizonte

Doenças na coluna

LISTESE LOMBAR – ESPONDILOLISTESE LOMBAR



O que é espondilolistese lombar?

listese lombar

A palavra espondilolistese deriva do grego spondylo = coluna/ listhesis = escorregamento, descrevendo o que ocorre nesta doença, que nada mais é do que o escorregamento de um corpo vertebral sobre o corpo vertebral adjacente, ou seja, de uma vértebra sobre a vértebra seguinte. Muitas vezes os médicos se referem ao termo abreviado “listese lombar”. Esta doença pode afetar até 5% da população causando dor nas costas crônica.

Quais são os tipos de espondilolistese?

A espondilolistese têm várias causas que definem sua classificação:

• Displásica – associada a defeitos congênitos de formação das vértebras.

• Ístimica – um defeito em uma região da vértebra chamada “pars articularis”, que pode sofrer rupturas por estresse mecânico, sendo mais comum em crianças e adolescentes. A lesão da pars articularis sem escorregamento vertebral é conhecida como espondilólise e é considerada condição de risco para espondilolistese.

• Degenerativa – causada por alterações da coluna devido ao envelhecimento.

• Traumática – relacionada a fraturas por quedas, acidentes.

• Patológica – frequentemente relacionada às fraturas patológicas devido a tumores.

O que uma pessoa com espondilolistese lombar pode sentir? Quais são os sintomas de espondilolistese mais frequentes?

Só porque você tem uma dessas condições não significa necessariamente que você vai ter problemas, mas você tem um risco maior do que a população normal para desenvolvimento de dor lombar crônica. Essa doença pode causar dor tipo mecânica e/ou neurogênica (por compressão de raízes nervosas).

dor lombar

Os sintomas mecânicos ocorrem principalmente porque o segmento da coluna vertebral afetado é instável, resultando em instabilidade segmentar, causando sobrecarga excessiva dos ligamentos e das articulações, em consequência dando a dor. Os sintomas compressivos podem surgir porque os nervos no segmento envolvidos são comprimidos. O deslizamento para frente da vértebra também torna o canal medular menor, deixando menos espaço para as raízes nervosas, podendo causar estenose de canal lombar segmentar.

Geralmente, o paciente queixa-se de dor nas costas e nas nádegas. Se houver sintomas compressivos de raízes nervosas, pode haver dor para baixo da perna e para o pé, dormência no pé, e, até fraqueza na tentativa de levantar o pé.

Como é feito o diagnóstico da espondilolistese?

O neurocirurgião geralmente solicita exames de tomografia e ressonância magnética (RM) da coluna para avaliar tanto a parte óssea como os discos, raízes e medula. Um exame importante muitas vezes é o “raio x dinâmico”, uma radiografia batida em diversas posições da coluna como flexão, extensão e perfil. Assim o neurocirurgião pode ver se o movimento agrava ou não sua listese.

diagnostico listese lombar

Quais são as classificações da espondilolistese lombar?

A listese lombar é graduada pela sua gravidade em 1 a 4:

• Grau 1 – até 25% de escorregamento das vértebras adjacentes

• Grau 2 – 25 a 50% de escorregamento das vértebras adjacentes

• Grau 3 – 50 a 75% de escorregamento das vértebras adjacentes

• Grau 4 – mais de 75% de escorregamento das vértebras adjacentes

Essa classificação ajuda o neurocirurgião a decidir ou não pela conduta cirúrgica. Geralmente as listeses grau 1 podem ser tratadas conservadoramente e as demais costuma-se indicar cirurgia. Entretanto, este não é o único critério usado para definir a conduta médica, por isso a necessidade de consultar um especialista.

Qual o tratamento para listese lombar? Precisa operar?

cirurgia listese

O tratamento para espondilolistese não é muito diferente do que para outras causas de dor nas costas. Em casos mais leves a cirurgia não é necessária, só o tratamento com fisioterapia e fortalecimento muscular pode reduzir os sintomas mecânicos resultantes da instabilidade segmentar.

Os medicamentos podem ser utilizados por curtos períodos visando controlar a dor e aliviar espasmos musculares. Curtos períodos de repouso na cama podem ajudar com episódios dolorosos agudos. Coletes lombares, embora possam reduzir a dor, geralmente não são recomendados, podendo em alguns casos específicos ser usados por curtos períodos.

A cirurgia é necessária se os tratamentos acima não conseguem manter a sua dor em um nível tolerável ou há uma gravidade maior do escorregamento das vértebras. O tratamento cirúrgico para espondilolistese deve tratar tanto os sintomas mecânicos quanto os compressivos, se estiverem presentes. Para isso o neurocirurgião avaliará a necessidade de fazer ou não uma laminectomia descompressiva ou apenas fazer colocação de parafusos para estabilização na coluna.

Caso ainda tenha alguma dúvida sobre esse assunto clique aqui e nos envie uma mensagem.

* Esse texto foi produzido e editado por Dra Raquel Zorzi - CRM 142761 - RQE 56460.