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TRACTOGRAFIA

O que é tractografia?

A tractografia nada mais é do que “desenhar” os tractos cerebrais em uma ressonância através de um software próprio para o neurocirurgião saber qual sua localização precisa.


tractografia tridimensional
tractografia na ressonancia magnetica

O que é um tracto cerebral?

O cérebro tem suas diversas funções distribuídas em regiões distintas. Mas essas regiões precisam se comunicar de modo a trabalharem de forma integrada, por exemplo: a visão com a área motora, a audição com a área afetiva, etc. Além disso, o cérebro também precisa passar as informações para o resto do corpo, para isso as informações descem através da medula espinhal e se espalham por suas raízes. Essas integrações e condução de dados importantes são feitas por “estradas” que levam as informações de um lado para o outro. São formadas de fibras brancas e recebem o nome de tractos. Desta forma, em uma cirurgia, se lesarmos um trato podemos causar sequelas no paciente, apesar de não termos lesado o grupo de células que originam os impulsos.

A tractografia nada mais é do que “desenhar” os tractos cerebrais em uma ressonância através de um software próprio para o neurocirurgião saber qual sua localização precisa.


slider de tratografia

Como funciona a tractografia?

A tractografia funciona em conjunto com o neuronavegador, porém com o adicional de além de mostrar a lesão mostrar os tractos cerebrais relacionados com ela.


neuronavegacao com tratografia

Da mesma forma que a neuronavegação é feita uma imagem de ressonância especial pré-operatória e as imagens são lançadas para o processamento com o software próprio e posteriormente essas informações são integradas com pontos anatômicos do paciente em tempo real. (veja em como funciona a neuronavegação).


Qual a importância da tractografia?

Em primeiro lugar a visualização destes tractos permite ao cirurgião verificar se eles estão próximos da área onde será a cirurgia e criar estratégias para poupá-los. Também se a lesão a ser retirada se expande para dentro (invade) destes tractos, é preciso ter cautela e inclusive muitas vezes interromper a cirurgia para não causar déficits neurológicos mais graves.

* Esse texto foi produzido e editado por Dra Raquel Zorzi - CRM 142761 - RQE 56460.